7. ECONOMIA E NEGCIOS 31.7.13

1. DESEMPREGO ONDE?
2. PARA FINANCIAR A REFORMA DA CASA

1. DESEMPREGO ONDE?
O Brasil j criou 826 mil novas vagas de emprego em 2013. Diante do cenrio mundial desfavorvel, a pequena oscilao negativa registrada em junho no  motivo de preocupao 
Izabelle Torres

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE) anunciou que o desemprego no Brasil subiu para 6% em junho, numa variao de 0,2% em relao ao ms anterior, quando era de 5,8%. Embora ningum tenha o direito de ficar feliz quando o desemprego se eleva, o registro aponta para diferenas irrisrias, que no causam preocupao enquanto permanecer assim. O menor desemprego da histria, registrado em dezembro do ano passado, ficou em 4,6%  mas  bvio que as vendas de Natal tiveram muito a ver com isso. Na leitura do Planalto, a variao muito pequena merece uma pequena comemorao por dois motivos. O primeiro  que, mesmo com a economia exibindo taxas de crescimento decepcionantes, com projees anuais que diminuem um ms aps o outro, a populao continua consumindo, o que  positivo num Pas com tantas carncias histricas. O segundo  que os nmeros mostram que os brasileiros caminham num cenrio bem menos aflitivo que o das economias dos pases desenvolvidos. Com imensas variaes de um pas para o outro, o desemprego europeu atinge a mdia de 15%. Nos Estados Unidos, encontra-se em 7,8%.

EM ALTA - Indstria de calados continuou criando empregos nos ltimos meses

O cenrio brasileiro  mais otimista, embora no seja possvel avaliar at quando o governo sustentar a relao entre empregos e poltica de queda da inflao. Por enquanto, a boa notcia  que, apesar da desacelerao e das falhas graves na matriz econmica criada por Dilma Rousseff no incio do mandato  que j rendeu inflao de 6,5% e Produto Interno Bruto com crescimento inferior a 2% , o Pas ainda registrou a criao de 826.168 vagas novas em 2013. Criar oportunidades em meio a esse cenrio mundial  um bom indicador para o Brasil. No registramos demisses relevantes, afirma o ministro do Trabalho, Manoel Dias. Para especialistas, a oscilao dos ndices de emprego no preocupa, pelo menos por enquanto. O crescimento do mercado de trabalho est lento, mas  estvel. Cresceu muito durante algum tempo e estabilizou-se, avalia o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, da Fundao Getulio Vargas (FGV). 

No incio do ano, pressionada a elevar os juros para controlar a inflao, a presidenta Dilma Rousseff explicou, vrias vezes, que no pretendia controlar os preos com medidas que pudessem levar ao desemprego. Apesar do ceticismo geral, a opo mostrou-se acertada ao menos por um certo perodo. A presidenta aceitou a elevao dos juros, que subiram de 7,25% para 8,50% de abril a junho, mas tomou vrias medidas  a desonerao entre elas  para favorecer a manuteno do emprego. Tambm contou com uma ajuda do calendrio de preos. A alta dos alimentos, que causou incmodos a toda famlia que foi s compras, perdeu mpeto e em So Paulo, na semana passada, chegava-se a uma situao de deflao.

Ainda enfrentando presses para adotar uma poltica fiscal que garanta no longo prazo o equilbrio entre gastos e receitas, ministros anunciaram na semana passada uma conteno de despesas da ordem de R$ 10 bilhes. A medida incluiu despesas que j no seriam realizadas e outras que poderiam ser evitadas apenas com bom senso. A economia anunciada prev, por exemplo, R$ 5,6 bilhes de reduo com pessoal e encargos sociais, alm de outros R$ 4,4 bilhes com dirias e passagens para servidores e aluguis de veculos e imveis. O problema  que os ministros esqueceram de contabilizar os mais de R$ 4 bilhes de despesas extras e crditos extraordinrios aprovados para ajudar municpios e alavancar programas dos ministrios. Tambm incluram no ajuste mais de R$ 4 bilhes referentes a um erro de clculo do Ministrio do Planejamento sobre valores de desoneraes que no precisariam ser repassados  Previdncia, mas que foram includos na previso de despesa da Unio.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, convencido de que seria preciso agir com mais firmeza, defendeu at o fim um corte real e um arrocho nas contas pblicas capazes de surtir efeitos para a poltica econmica do governo Dilma. A ministra Miriam Belchior, do Planejamento, que deu a palavra final sobre os cortes, deixou de lado mudanas na estrutura inchada da mquina pblica e nos contratos com empresas terceirizadas, que hoje custam mais de R$ 4,3 bilhes. Pelo que se percebe, os problemas reais da presidenta Dilma Rousseff e do seu governo ainda passam muito longe da pequena variao dos ndices de desemprego registrados no ltimo ms.


2. PARA FINANCIAR A REFORMA DA CASA
Depois de realizado o sonho do imvel prprio, os proprietrios querem deix-lo do jeito que sempre imaginaram. Para isso, os bancos do um empurrozinho 
por Mariana Queiroz Barboza

O barulho incomoda vizinhos e muitas vezes os prprios donos da casa tm que deix-la para ser ocupada por pedreiros, marceneiros e engenheiros vidos por transformar o local num imvel totalmente novo. Reformar a casa periodicamente  desejvel para quem quer mant-la valorizada, e necessrio para os imveis mais antigos. Como o investimento  alto, recorrer ao financiamento pode ser uma alternativa interessante. Na linha BB Credirio, que existe h menos de um ano e oferece crdito para servios e materiais relacionados  construo, reforma ou ampliao de imveis, R$ 850 milhes j foram emprestados. O financiamento d um poder de negociao muito grande para o cliente, porque, para o lojista, o pagamento  como se fosse de uma compra  vista, afirma Edmar Casalatina, diretor de emprstimos e financiamentos do Banco do Brasil. Em algumas modalidades  possvel comprar de tijolos a azulejos, piscinas de fibra e armrios planejados e at contratar servios de arquitetura e carpintaria.

